Acervo em (Des)Construção
LOCAL Pinacoteca do Ceará
ANO 2025
CURADORIA Lisette Lagnado; José Eduardo Ferreira Santos; Yuri Firmeza; Débora Soares e Ismael Gutemberg, do Núcleo de Patrimônio Cutural do Moura Brasil (NUPAC); Diêgo di Paula; Acervo Mucuripe; Dona Toinha; Quilombo Água Preta, em Tururu; Paula Machado; Minimuseu Firmeza, no bairro Mondumbim; Tercio Araripe, Grupo Uirapuru Orquestra de Barro, de Moita Redonda
PROJETO EXPOGRÁFICO Thiago Guimarães
COMUNICAÇÃO VISUAL Estúdio Permitido
CENOGRAFIA Poro Arquitetura
MONTAGEM FINA OGGIN LTDA
ILUMINAÇÃO Fernanda Carvalho Lighting Design
ARTISTAS Ademar Albuquerque; Airton Laurindo; Ana Maria do Amaral; Azuhli; Babinski; Barrica; Beatrice Arraes; Canttidio; Chico da Silva e Escola do Pirambu; Cizim; Daisy Grieser; Descartes Gadelha; Dona Gilza da Bem Bem; Dona Nenê; Dona Tarina; Eduardo Frota; Efímia Meimaridou; Efraim Almeida; Família Cândido (Ciça e Maria Cândido Monteiro); Ferreira do Ceará; Filtrodepapel (Leandro); Francisco de Almeida; Grauben do Monte Lima; Guiomar Marinho; Hélio Rola; Heloysa Juaçaba; Ivoneide Góis;José Celestino; Júlia Debasse; J. Arraes; Leonilson; Letícia Parente; Linga Acácio; Luben; Maciej Babinsk; Maria de Lourdes Souza; Maria Laura Mendes; Marieta Ramos; Mariza Viana; Mestre Abraão Batista; Mestre Cielo; Mestre Júlio; Mestre Manoel Graciano; Mestre Noza; Mundinha; Neusa D'Arcanchy; Nice Firmeza; Nino; Nogueira; Paula Siebra; Raimundo Cela; Roberto Galvão; Renata Felinto; Rosângela Rennó; Rubens de Azevedo; Sabyne Cavalcanti; Stênio Diniz; Solon Ribeiro; Sérgio Pinheiro; Telma Saraiva; Thaís de Campos; Trojany; Zé Tarcísio
FOTOGRAFIA Marília Camelo
A exposição "Existências Paralelas - Acervo em (Des)construção", realizada na Pinacoteca do Ceará, propôs um olhar curatorial inovador e questionador sobre a formação de um acervo museológico. Lançada em maio de 2025, a mostra reuniu quase 500 obras de 63 artistas cearenses, abrangendo nomes de projeção local, nacional, populares, contemporâneos e históricos. Sob a curadoria de Lisette Lagnado, José Eduardo Ferreira Santos e Yuri Firmeza, a exposição buscou desconstruir narrativas hegemônicas, explorando a representatividade de artistas mulheres, afrodescendentes e indígenas, e a relação entre arte e sociedade. O grande diferencial da mostra foi o processo de curadoria compartilhada, que envolveu pesquisadores e lideranças de territórios e comunidades de diferentes regiões do Ceará. Essa abordagem visou integrar a memória coletiva e as "vidas singulares" à narrativa da exposição, promovendo um diálogo profundo entre o museu e a sociedade local. A seleção de obras, que incluía técnicas diversas como bordado e pintura sobre pedras, desafiou a noção tradicional de um "acervo", quebrando hierarquias e expandindo a compreensão do que é considerado arte digna de um museu. A exposição "Existências Paralelas" foi um marco para a Pinacoteca do Ceará, funcionando como um espaço de experimentação e reflexão que estimulou o debate sobre a inclusão e a diversidade na arte brasileira.








